sexta-feira, 30 de setembro de 2011

CARBOIDRATOS NA ATIVIDADE FÍSICA.

Abaixo, artigo interessante da GSSI (Gatorade Sports Science Institute) sobre a função dos carboidratos durante o exercício físico. Boa leitura!




     Os carboidratos são os principais nutrientes envolvidos no fornecimento de energia ao organismo. Além de fornecer energia, os carboidratos desempenham outras funções no nosso corpo, como preservar a massa muscular através do fornecimento de energia aos músculos, facilitar o metabolismo das gorduras e garantir o bom funcionamento do sistema nervoso central.
     Inicialmente, os carboidratos ingeridos são transportados pela corrente sangüínea até o fígado na forma de glicose, onde podem ser transformados em gordura, armazenados sob a forma de glicogênio, ou liberados na corrente sangüínea para que sejam levados a outros tecidos, como o muscular. O glicogênio - cadeia de moléculas de glicose - é a forma de armazenamento de glicose no fígado e no músculo.
     O glicogênio armazenado no fígado pode ser reconvertido em glicose e liberado no sangue para atender às necessidades energéticas de todo o organismo. O glicogênio armazenado em uma determinada fibra muscular atende direta e exclusivamente àquela fibra.
     A dieta de um praticante de atividade física, assim como a de um não praticante deve conter em maior quantidade alimentos fonte de carboidratos (pães, cereais, macarrão, batata, torradas, biscoitos, leguminosas, vegetais e frutas) devendo compor cerca de 60% do total de calorias fornecidas pela alimentação.

     Isto porque os carboidratos servem de matéria-prima para a produção do glicogênio muscular, que é a primeira e a principal fonte de energia utilizada durante o exercício, sendo a redução dos estoques deste nutriente o fator determinante da fadiga muscular. Também são essenciais após a atividade física, para repor os estoques de glicogênio depletados no exercício, beneficiando assim a recuperação muscular e preparando o músculo para atividades subseqüentes.
     O consumo do carboidrato correto, em quantidades adequadas, no horário apropriado, garante um melhor resultado na prática da atividade.
Os carboidratos classificam-se segundo o tamanho da sua molécula em: § Monossacarídeos: glicose, frutose, galactose § Dissacarídeos: sacarose, maltose, lactose§ Polissacarídeos: amido, celulose, glicogênio (animal)
     De acordo com o comportamento de cada tipo de carboidrato em relação a taxa de esvaziamento do estômago, sua absorção e oxidação, podemos fazer sua indicação de consumo nas fases de treinamento ou competição (antes, durante e depois – recuperação). Para isso, o American College of Sports Medicine, 2000, recomenda um consumo diário de 6 a 10 g de carboidratos / kg de peso corporal ao dia.
     O gasto diário de energia durante os treinos dependerá, obviamente, da intensidade e da duração dos exercícios, mas varia entre 35 – 50 kcal / kg / dia, sendo estas distribuídas corretamente e equilibradamente durante todo dia.

Antes do Exercício

     A alimentação antes do treino ou competição deve acontecer entre 3 a 4 horas antes do início da atividade, com quantidades reduzidas de gorduras e fibras - para facilitar a digestão e não causar desconfortos durante a atividade - moderadas em proteínas e repleta de carboidratos para fornecer energia suficiente para seu treino ou competição.
Durante o Exercício

     Nos primeiros estágios do exercício, a maior parte da energia obtida dos carboidratos deriva do glicogênio muscular. À medida que o exercício prossegue, a utilização do glicogênio muscular diminui, contribuindo menos para as necessidades de carboidratos durante o exercício. A redução da dependência do glicogênio muscular é compensada por uma maior dependência da glicemia para obtenção de energia proveniente dos carboidratos.
     Os exercícios prolongados sem ingestão de carboidratos podem resultar em fadiga, uma vez que não há glicemia suficiente para compensar a depleção de reservas de glicogênio muscular. Embora os atletas possam ficar hipoglicêmicos, ou seja, apresentar um quadro de baixa glicemia, menos de 25% sofrem de sintomas, como tonturas e náuseas. A maioria dos atletas costuma apresentar, em primeiro lugar, fadiga muscular local.
     Dependendo da intensidade e duração do exercício, indica-se utilizar o carboidrato durante o exercício na proporção de aproximadamente 30 – 60g / hora, com o intuito de poupar o glicogênio, adiando a fadiga muscular.
Depois do Exercício

     Após a atividade física, os objetivos da alimentação são fornecer adequado aporte de energia e carboidratos para repor o glicogênio muscular e assegurar rápida recuperação. Recomenda-se uma ingestão de carboidratos de 1,5 g/kg de peso nos primeiros trinta minutos após o término do exercício, seguido de refeições fracionadas de 2 em 2 horas com maior aporte de carboidratos.
     As bebidas esportivas são excelentes opções para o consumo antes, durante e depois da atividade física, pois além de conterem os carboidratos necessários ao organismo em todas as fases, hidratam de maneira completa o corpo, diminuindo ainda mais o risco de fadiga, prolongando o tempo da atividade física.
Fonte: GSSI 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

SAIBA MAIS SOBRE: SÍNDROME DO ESTRESSE TIBIAL MEDIAL (CANELITE).

                                                            
  

      Uma das lesões mais comuns em corredores, ocorre na região tibial da perna, na porção medial e lateral. Essa lesão, é chamada de síndrome do estresse tibial medial (SETM), conhecida popularmente como ''canelite''.
   
      Recentemente, alguns estudos apresentam a seguinte teoria,que corresponde a inflamação do tecido que recobre o osso da tíbia (periósteo), devido à tração dos músculos sóleo e flexor longo dos dedos, além dos tecidos e a fáscia. Outros estudos dizem que essa dor na canela, corresponde como resposta de formação e absorção do osso, secundária à tração que os músculos exercem sobre a tíbia.

      Ainda é bastante discutido, o que realmente causa a canelite. Os conceitos sobre as causas são: Movimentos impactantes repetitivos, pronação severa, intensidade e volume de treinamento, superfícies que aumentam o impacto na pisada, calçados inadequados, desequilíbrios musculares, flexibilidade, peso corporal elevado, lesões pregressas e anormalidades biomecânicas

      Para diagnosticar essa lesão, o método mais ultilizado é a ressonância magnética, fornecendo informações e dados mais específicos e detalhados sobre a situação da lesão. Com esses resultados, o tratamento passa a ser mais eficiente, de acordo com o estágio que a lesão se encontra. As compressas com gelo, chamadas de crioterapia, alongamentos específicos, exercícios de fortalecimento, correções biomecânicas e outros métodos. Os problemas mais duradouros, podem chegar ao caso de cirurgia.

      Procure treinar, respeitando as etapas do seu treinamento, proposta por seu treinador. Treinar respeitando o volume e intensidade do seu microciclo, faz com que você possa vivenciar os mesociclos e o macrociclo com mais qualidade e controle, isso pode ser um dos fatores que podem minimizar as chances de lesões nessa região. Muitos corredores amadores, ainda tem a visão de que todo o treino bom, tem que ser com intensidade alta, e isso não é verdade. Treino, descanso e uma boa alimentação, são fatores primordiais para um treinamento com qualidade. Foque na saúde e corra bem, para se sentir bem!

Bons Treinos e até a próxima.

Por: Laércio Cavalcanti.

     
     

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

1 de Setembro: Dia do Profissional de Educação Física!


     Mesmo alguns dias atrasados, devido a compromissos profissionais e pessoais, não poderia deixar de homenagear à todos os profissionais de Educação Física, que desenvolve um trabalho sério, com credibilidade e conhecimento, para mudar a vida das pessoas, e proporcioná-las qualidade de vida, saúde e performance.
    
     Sou extremamente realizado por trabalhar nessa área. Poder conquistar ao lado de atletas/alunos, objetivos pessoais, superações e adversidades, faz com que a maior recompensa, seja um sorriso seguido de um muito obrigado!
    
     Estou estudando e trabalhando na área de educação física, à 7 anos, e apenas estou no início. Pretendo aprender muito ainda, e trabalhar cada vez mais nessa área, para proporcionar aos meus clientes, qualidade no serviço prestado e principalmente saúde, que é o principal foco dos meus clientes.

     Um grande abraço à todos os profissionais de educação física, em especial aos meus amigos e companheiros de trabalho, que me ajudam a enriquecer o meu conhecimento e experiência.